Ferreira & Melo

ARTIGOS

    FUSÕES E AQUISIÇÕES - 08/12/2010

     

    FUSÕES E AQUISIÇÕES. A CRISE E O CRESCIMENTO (2.008 – 2.010)

     

    O mercado de fusões e aquisições no período compreendido entre os anos de 2.008 a 2.010, é uma das formas de se enxergar a crise financeira mundial.

    Pouco sentida no Brasil, é verdade, quanto os aspectos econômicos, também afetou o financiamento de operações, obrigando muitas empresas a interromper o processo de capitação no mercado, uma vez que o crédito ficou mais escasso.

    Observamos um movimento de aquisições no setor educacional, inclusive de grupos estrangeiros interessados neste mercado, é também uma tendência de consolidação das empresas no setor da construção civil e tecnologia da informação.

    Em 2.009, o mercado interno atraiu investimentos estrangeiros alavancados pelo desempenho da economia brasileira, sendo que o setor automotivo e de metalurgia, este influenciado pelo pré-sal, lideraram o ranking de investimento.

    O setor de TI aliás tem sido destaque nos últimos anos haja vista o número de operações, que bate recordes ano após ano.

    Outro fator interessante é o movimento de aquisição de empresas estrangeiras por empresas brasileiras, sendo realizadas 18 operações desta natureza somente no primeiro semestre de 2.010.

    O setor farmacêutico também apresentou forte tendência de consolidação, tendo a Sanofi-Aventis e a Pfizer como protagonistas destas ações.

    O Brasil, em 2.009, ficou entre os líderes em fusões e aquisições, com destaque para a indústria de mineração e metais, destaque para a Vale, com aqusições de ativos de fertilizantes da Bunge Participações e Investimentos, que lhe custaram US$ 5,5 bilhões.

    A crise mundial vai aos poucos se afastando, e as empresas estão com capital para buscar novas aquisições.

    O cenário é positivo e o Brasil continua sendo alvo de investidores estrangeiros quer pelo desempenho de sua economia, quer pelo baixo custo das ações.

    Em resumo, observo um movimento de concentração e consolidação das empresas, com operações verticais e horizontais, principalmente o mercado do varejo, que já atingiu limites extremos de concentração.

    Por outro lado, tenho questionado a inserção das pequenas e médias empresas neste mercado em ebulição.

    A maioria das pequenas e médias empresas não tem acesso a informações e tecnologia para valorar-se adequadamente e enfrentar eventual proposta de aquisição ou ainda, para planejar operações com concorrentes do mesmo porte.

    Os custos envolvidos são altíssimos, a legislação um arcabouço acessível a poucos e a falta de capacitação técnica em muitos casos impede o desenvolvimento de empresas potencialmente consideradas estratégicas para um processo de estruturação do mercado.

    Apenas para ficar na esfera pragmática da questão, quantas pequenas e médias conhecem os incentivos fiscais para projetos de inovação, financiamento de projetos culturais ou esportivos, e alternativas para alavancagem de suas operações?

    Estou cansado de ouvir discursos sobre a importância desta grande parcela de empresas, mas sinceramente, entendo que faltam ações efetivas que conduzam às mesmas ao pleno conhecimento de suas potencialidades.

     

     Edson Teixeira de Melo  

     

     

     

     

     

     

     

     

     

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